A importância da escuta ativa na relação com adolescentes

A escuta ativa é uma prática comunicacional que vai além de simplesmente ouvir. Ela envolve atenção plena, empatia, acolhimento e uma postura livre de julgamentos. Criado por Carl Rogers, psicólogo humanista, o conceito está na base da comunicação não violenta e da construção de vínculos saudáveis, especialmente na relação com adolescentes.

Por que a escuta ativa é tão importante na adolescência?

A adolescência é marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Segundo Erik Erikson (1950), essa fase é dedicada à construção da identidade. Por isso, sentir-se ouvido é uma necessidade profunda — e uma ferramenta potente para o desenvolvimento emocional e social dos jovens.

A escuta ativa na adolescência contribui para:

  • Fortalecer a autoestima e a autoconfiança
  • Reduzir comportamentos de risco, como evasão escolar ou violência
  • Melhorar o diálogo com adultos e figuras de autoridade
  • Criar um espaço seguro para expressão de sentimentos e ideias

Como reforça a psicóloga Laura Gutman, “toda vez que escutamos uma criança ou adolescente com verdadeira presença, damos a ela a possibilidade de construir sua narrativa com dignidade”.

Como praticamos a escuta ativa no Querubins?

Na Associação Querubins, a escuta ativa é um valor que atravessa todas as nossas ações. Um exemplo claro disso são os encontros formativos conduzidos por nossa assistente social, Ana Paula, com os educandos Referências.

Durante esses encontros, temas como violência doméstica, escuta qualificada, acolhimento e limites saudáveis são debatidos com base em vivências reais. As rodas de conversa permitem um diálogo horizontal, o compartilhamento de saberes e a escuta ativa entre os participantes. Valoriza a construção coletiva do conhecimento e estimula o pensamento crítico, a empatia e o fortalecimento de vínculos.

“De participação ativa, é um formato onde todos têm voz e são convidados a contribuir com suas ideias e vivências, de maneira democrática, sem críticas ou julgamentos, mas com orientações sensatas e escuta aberta e ampla. O mais importante é que aconteça em ambiente acolhedor, fazendo com haja fluidez e liberdade de fala.”, afirma Ana Paula

Esse olhar se estende para as oficinas, onde educadores escutam com empatia e presença, criando espaços de confiança e transformação.

A escuta ativa é mais do que uma técnica: é uma escolha ética e política. Quando escutamos de verdade os adolescentes, damos a eles a chance de se reconhecer, se fortalecer e construir um projeto de vida.

No Querubins, seguimos aprendendo a escutar com o ouvido, com o corpo, com o afeto.

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